Segundo o jornal do Centro de Arqueologia de Almada, al-madan 11ª série nº 4 Outubro de 1995, a jazida de pegadas de dinossáurio da Ribeira do Cavalo foi descoberta, em 1989, pelo Prof. Miguel

Magalhães Ramalho, do Instituto Geológico e Mineiro. As pegadas encontravam-se impressas numa camada bastante inclinada de calcário micrítico do Jurássico superior, depositado em ambiente de laguna litoral, relativamente confinada e pouco profunda. A laje em causa apresentava, pelo menos, doze pistas paralelas de pegadas tridáctilas produzidas por dinossáurios terópodes (bípedes, carnívoros) muito bem conservadas. Na mesma laje existia ainda, uma pista de dinossáurio saurópode (quadrúpede, herbívoro) constituída basicamente por impressões muito profundas das extremidades dos membros anteriores. Estas impressões dos autópodes anteriores (das “mãos”) de saurópode apresentavam, de modo muito claro, as marcas dos dígitos e, por isso mesmo, eram consideradas o melhor registo mundial deste tipo de icnofósseis de saurópodes.
Mais de dois anos se decorreram desde a data do pedido de protecção da jazida e a sua derrocada. Durante esse período de tempo várias acções foram realizadas no sentido de acelerar o processo de classificação, dada a situação periclitante da laje que continha as pegadas. Foi enviada uma carta à Câmara Municipal de Sesimbra pedindo que fossem tomadas medidas no sentido de consolidar a laje. Foi contactado o ministério da tutela, o Ministério do Ambiente, solicitando, repetidas vezes, entrevistas à senhora ministra Teresa Patrício Gouveia no sentido de alertar para a urgência da resolução do problema, mas sem qualquer sucesso. Por fim, foi solicitada uma entrevista com o senhor Secretário de Estado do Ambiente, Joaquim Poças Martins, que acabou por ficar agendada para o dia 31 de Março de 1995.
Em 9 de Março de 1995 o inevitável aconteceu, a laje ruiu, ficando assim uma jazida de pegadas de dinossáurios com importância mundial reduzida a um monte de escombros.
Pedreira do Galo, o Monstro visto do mar!