Um acto quase consumado...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Pare, Escute, Olhe- Documentário de Jorge Pelicano
É só mais uma amostra da competência da MERDA de politicos que (des)governam o nosso querido País.
A ganância não tem tecto, o respeito pelos portugueses… bom cada um que julgue!
A ganância não tem tecto, o respeito pelos portugueses… bom cada um que julgue!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Preservação
Questionar o modo como se pensa de forma a melhor adequá-lo à realidade das coisas não é um simples exercício de estilo, mas a condição necessária para compreender e melhor agir.
O concretizar de muitos dos nossos objectivos pode implicar o substituir do natural pelo fabricado, finito esquecer noções elementares como o carácter ou irreversibilidade ou incluir por vezes, até inadvertidamente, ideias como degradação e mesmo destruição.
Cada uma das nossas actividades deixa uma marca específica no local onde a exercemos e daí a importância do modo como actuamos. A forma de resolver a mais simples das banalidades ou a mais complexa das tarefas contribui para o encontrar de soluções ou para o agravar de problemas já existentes.
O caminho a percorrer até à generalização de um clima de sensibilização relativamente aos problemas de conservação da natureza é longo e difícil exigindo um esforço concertado no sentido de se superarem as hesitações, se ultrapassarem certas barreiras institucionais e se disciplinarem os múltiplos interesses em presença.
(rebuscado algures).
O concretizar de muitos dos nossos objectivos pode implicar o substituir do natural pelo fabricado, finito esquecer noções elementares como o carácter ou irreversibilidade ou incluir por vezes, até inadvertidamente, ideias como degradação e mesmo destruição.
Cada uma das nossas actividades deixa uma marca específica no local onde a exercemos e daí a importância do modo como actuamos. A forma de resolver a mais simples das banalidades ou a mais complexa das tarefas contribui para o encontrar de soluções ou para o agravar de problemas já existentes.
O caminho a percorrer até à generalização de um clima de sensibilização relativamente aos problemas de conservação da natureza é longo e difícil exigindo um esforço concertado no sentido de se superarem as hesitações, se ultrapassarem certas barreiras institucionais e se disciplinarem os múltiplos interesses em presença.
(rebuscado algures).
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
12 anos depois....
protesto
Eis a Arrábida
depois do impacto do cometa Expo 98
Eis a gigantesca cratera, de vários hectares de área , desbravada pelas pedreiras em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida. Este é o preço visível a pagar pela Ponte Vasco da Gama e pela Expo 98, as grandes obras do Regime. Mas é também, o preço a pagar por um país onde a protecção do património natural e do ambiente não passam de uma farsa Eleitoral. Nenhum país civilizado do mundo consentiria isto. A desgraça da Arrábida é ser Portuguesa: se se livra de uma ocupação Selvagem, leva com uma urbanização legal e igualmente selvagem, se consegue escapar a outros pedidos de urbanização, não escapa às pedreiras. Alguma coisa se há-de sempre inventar porque os portugueses, decididamente, detestam a beleza natural do país que herdaram. Nada nos trava, nada nos comove, nada nos convence. O nosso destino é tornarmo-nos na Reboleira da Europa, à beira-mar.
Nota: Noticia da edição n.º. 74 Maio de 97 da revista Grande Reportagem
Eis a Arrábida
depois do impacto do cometa Expo 98
Eis a gigantesca cratera, de vários hectares de área , desbravada pelas pedreiras em pleno Parque Natural da Serra da Arrábida. Este é o preço visível a pagar pela Ponte Vasco da Gama e pela Expo 98, as grandes obras do Regime. Mas é também, o preço a pagar por um país onde a protecção do património natural e do ambiente não passam de uma farsa Eleitoral. Nenhum país civilizado do mundo consentiria isto. A desgraça da Arrábida é ser Portuguesa: se se livra de uma ocupação Selvagem, leva com uma urbanização legal e igualmente selvagem, se consegue escapar a outros pedidos de urbanização, não escapa às pedreiras. Alguma coisa se há-de sempre inventar porque os portugueses, decididamente, detestam a beleza natural do país que herdaram. Nada nos trava, nada nos comove, nada nos convence. O nosso destino é tornarmo-nos na Reboleira da Europa, à beira-mar.
Nota: Noticia da edição n.º. 74 Maio de 97 da revista Grande Reportagem
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Algar por Um Dia
A destruição total do maior poço subterrâneo alguma vez descoberto na Cadeia da Arrábida.
A 10 de Outubro de 1999, fomos informados por um trabalhador da pedreira Sobrisul que nesse dia, um Sábado, tinha sido posto a descoberto um enorme buraco dentro da pedreira.
No dia 11, aproveitando que a pedreira não estava a trabalhar, fomos averiguar e de facto lá estava o dito “buraco”. Tinha-nos sido dito, pelo mesmo trabalhador, que tinham estado durante toda a tarde de Sábado, com carros, a descarregar pedras com a intenção de o tapar ou disfarçar, mas não conseguiram.
No dia 11, aproveitando que a pedreira não estava a trabalhar, fomos averiguar e de facto lá estava o dito “buraco”. Tinha-nos sido dito, pelo mesmo trabalhador, que tinham estado durante toda a tarde de Sábado, com carros, a descarregar pedras com a intenção de o tapar ou disfarçar, mas não conseguiram.
Tratava-se de um enorme algar a 240m de altitude sobre uma ent
rada muito fracturada e perigosa. Para evitarmos a queda de alguma pedra, colocamos um ferro grosso atravessado no centro do poço e descemo-lo. Depois de terem estado a deitar pedras lá para dentro, ainda descemos 18m até uma parte onde o poço se unia a outro. Estavam separados por muito pouco e ambas as paredes eram bem concrecionadas por mantos calciticos e formações como “asas de borboleta”.
Era o algar mais belo que vi até hoje, um património digno de ser visto por mais olhos, uma mais valia que poderia ser acrescentada ao restante património natural existente na Arrábida.
Saímos sem saber bem a quem recorrer para defender aquilo que tínhamos constatado, na Segunda-feira seguinte fomos contactados.
A pedido do Parque Natural, quatro elementos da nossa equipa dirigiu-se à pedreira na companhia de um técnico seu e de um responsável da pedreira. O dito responsável, com um ar intimidante, lá nos levou à entrada do buraco.
Voltamos a desce-lo para topografa-lo, fotografa-lo e fazer um relatório de observação.
No dia seguinte o algar deixava de existir, foi definitivamente entulhado para que uns tantos miseráveis poderem continuar a enriquecer com a destruição do bem comum gerando, pouco a pouco, miséria nas gentes locais e no património, que para além de estarem dentro de um parque natural, pouco lhes vale.
Voltamos a desce-lo para topografa-lo, fotografa-lo e fazer um relatório de observação.
No dia seguinte o algar deixava de existir, foi definitivamente entulhado para que uns tantos miseráveis poderem continuar a enriquecer com a destruição do bem comum gerando, pouco a pouco, miséria nas gentes locais e no património, que para além de estarem dentro de um parque natural, pouco lhes vale.
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